segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Da vantagem de parecer sem ser
Ou, a contrário senso, da desvantagem de não parecer e, muito menos, ser. Ser, no caso, comunista. Ser comunista da boca para fora gera dividendos. É fino, é politicamento correto, é revolucionário, é utópico, é tudo! Com a grande vantagem de só parecer sem ser - porque ser faz mal para qualquer um medianamente inteligente.
Quem só parece não comparece na hora do pega pra capar. É só uma capa, de pobre, um sobretudo que reveste quem veste casaca. fina. Nada mais igual do que ser diferente. Contrário senso, os iguais parecem ser iguais, lógica cruel e massificante, uma pasta que passou do ponto de cozimento, disforme que nem como fome vai.
A turma consegue ser Fidel com grande vantagem. Qual a vantagem de ser, mas ter de morar naquela sonífera ilha? Triste ilha, filha de uma utopia impossível: ser feliz na presença da dor de não ter nada. Que fique lá, bem guardada, de modelo daquilo que todos dizem ser sem precisar.
Quem não é e parece o não ser é, contraditoriamente, burro no parecer e inteligente no ser. Se sabe que não ser é o único caminho, e sabe que por parecer não é e nem padece, deveria parecer sem ser. Teria a vantagem de parecer sem ser. Se é que me entendem. Entendem?
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